mai 16 2011

Como lidar com o estresse no trabalho

Published by under Estresse

(*) Cecília Shibuya
Viver com qualidade e ter qualidade de vida é um assunto que tem preocupado as pessoas. Conciliar trabalho e vida pessoal ainda é um dos maiores desafios das pessoas, e em particular dos executivos, em face às muitas exigências do mundo moderno.

Dividido entre obrigações e vida pessoal, muitos dos profissionais se ressentem de não ter tempo para a família, lazer e saúde, e se “apavoram” quando começam a perceber e sentir os sinais de estresse em seu corpo, decorrente da agitação, pressões, cobranças, etc.

Em recente pesquisa realizada pelo International Stress Management Association (ISMA) que ouviu mil profissionais de diversos países, o Brasil liderou o ranking de horas trabalhadas por semana: com 54 horas, contra a média mundial de 41.
No quesito “exaustão física e emocional”, que avalia o nível de estresse do trabalhador, o Brasil registrou o segundo por índice, ficando atrás apenas do Japão e superando países como China, Estados Unidos e Alemanha.
Os números apontados na pesquisa são fortes indicativos das atuais condições de trabalho no mercado corporativo brasileiro. O medo da demissão e as pressões de chefes e superiores, podem gerar no executivo um quadro de esgotamento físico e mental, popularmente conhecido como “estresse”.
Em nossa experiência e vivência profissional, temos deparado com casos extremos, onde o estresse tem impossibilitado trabalhadores de exercerem sua função no trabalho.

Para exemplificar melhor esta questão, relatamos o caso de um executivo de 52 anos, que foi obrigado a se aposentar devido ao alto nível de estresse. “Ele começou a fumar cada vez mais e depois seu quadro ampliou para apatia, insônia, mania de perseguição, que acabou resultando numa aposentadoria forçada.

Apesar do extremo, o caso é um bom exemplo de como o estresse pode se desenvolver e prejudicar seriamente a vida de uma pessoa. No entanto, este problema tem cura e pode ser evitado com um amplo programa de prevenção, que inclui desde mudanças de comportamento até cuidados especiais com a alimentação.

Uma das principais atitudes de combate é “saber lidar com as diferenças de personalidade” no ambiente de trabalho. Muitas pessoas têm medo de ensinar o serviço para o colega de trabalho, temendo perder espaço na empresa. Porém, a melhor atitude neste caso é procurar “somar competências”, buscando manter-se constantemente atualizado dentro de sua área, podendo assim superar esta insegurança.

O combate ao estresse pode também estar na prática de diversas formas de relaxamento, e terapias, como ioga e acupuntura, como também, adotar o hábito de praticar alguns hobbies.

Outro fator que o executivo deve também se ater na busca de uma melhor qualidade de vida não só no trabalho, como fora dele é sempre procurar ter atitudes preventivas. Perceber o mundo de forma positiva. Criar uma atmosfera de entusiasmo e harmonia. Mudar para melhor. Ter paixão pelo que se faz. Repensar as prioridades da vida. Aproveitar a Empresa para crescer. Equilibrar razão e emoção. Fazer mais concessões para si. Ter maior flexibilidade para lidar com as diferenças. Ter um bom relacionamento familiar e com os amigos. Planejar desde já o seu projeto de vida.

Sonhar, tentar, ousar….
”Quando semeamos ações que levam felicidade e sucesso aos outros, colhemos sempre os frutos do bem-estar e de qualidade de vida de todos.”

Adaptado do texto de Deepak Chopra por Cecília Cibella Shibuya. (*) Cecília Cibella Shibuya é Presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV – Nacional). Este seu artigo está publicado no jornal da Manager on line.

No responses yet

mai 13 2011

1º Circuito Antiestresse da Baixada Santista

No dia 28/06/2009 foi realizado na Hípica MCA Horse Club, em Santos/SP o 1º Circuito Antiestresse da Baixada Santista, que contou com a participação de várias empresas convidas e do publico em geral.

Neste evento os participantes tiveram com atividades arte terapia, massagem antiestresse, avaliação do seu nível de estresse e lógico, atividades equestres.

Confiram as fotos do evento no nosso album no flicker 1 Circuito Antiestresse

No responses yet

mai 13 2011

Qualidade de Vida e Resiliência

Published by under Qualidade de Vida,Resiliencia

Estudos atuais tem confirmado que o estilo de vida é o principal elemento de qualidade de vida, saúde e longevidade. Constata-se também que o estilo de vida está intimamente relacionado ao bem estar e a prevenção de doenças crônicas, assim como afeta a produtividade das pessoas e conseqüentemente impacta, em um contexto mais amplo, o ambiente em que vivemos.

A Organização Mundial de Saúde (OMS), define saúde: “completo bem-estar físico, mental e social, e não somente ausência de doenças”. Para atingir um estado próximo desta definição, é fundamental que as pessoas possam fazer escolhas mais saudáveis através de informação e conhecimento. Além disto, poder aplicar o que aprenderam em atividades, vivências em ambientes motivadores, construindo um jeito de viver ativo.

Identificando os fatores que afetam nossa qualidade de vida e como estamos nas diversas dimensões de nossa saúde física ,social, mental e espiritual, nos oferecem possibilidades, como a busca de melhores saídas e comportamentos preventivos.

Um outro elemento importante é a utilização, no dia a dia, de comportamentos de Resiliência, ou seja, a capacidade humana para enfrentar, vencer e se fortalecer através de experiências e adversidades.

Qualidade de vida não é um objetivo estático. No decorrer de nossa vida, com momentos bons e ruins, vamos nos fortalecendo. Cada pessoa deve ter a oportunidade de conquistar uma vida mais saudável com prazer, engajamento e significado.

No responses yet

mai 13 2011

O que é Biofeedback

Published by under Biofeedback

A tecnologia como recurso auxiliar em psicoterapia.

Definição: Biofeedback designa um conjunto de técnicas e procedimentos que permitem ao indivíduo, através de um equipamento, tomar consciência e controlar voluntariamente suas funções fisiológicas e automáticas, habitualmente inconscientes. Um sinal biológico, o qual se modifica em função de eventos psicológicos ou físicos, é captado por sensores especiais ligados ao corpo do indivíduo. Esse sinal, uma vez captado, é enviado a um ou mais amplificadores que têm a função de torná-lo perceptível por equipamentos eletrônicos, os quais irão convertê-lo em informações que possam ser usadas por esse mesmo indivíduo para controlá-lo.

Aplicabilidade: ao ser conectado ao equipamento de biofeedback, o indivíduo receberá uma informação sobre o estado momentâneo de alguma parte do corpo ou de seu estado geral de relaxamento ou tensão, podendo, então, por meio de técnicas específicas dirigidas pelo psicólogo, modificar aquela condição. À medida que o estado específico modifica-se, um retorno ou feedback é apresentado ao indivíduo pelo equipamento, informando, assim, a qualidade e a quantidade da modificação ocorrida.

Como nos gráficos ao aldo, através da monitoração dos batimentos cardíacos podemos observar o estado emocional negativo (em vermelho), e estado emocional positivo (em azul).

Autoregulação: normalmente, processos de respiração diafragmática, relaxamento e visualização são usados em conjunto com o retorno da informação. Assim, aprender a mudar funções psicofisiológicas é uma meta que requer prática e conhecimento exato do objetivo a ser atingido. Por exemplo, se aprendemos a utilizar voluntariamente os mecanismos homeostáticos naturais, podemos recuperar-nos do estresse antes que cause danos maiores ao nosso bem-estar.

Os instrumentos de biofeedback são importantes enquanto aprendemos a auto-regulação, porque, como o reflexo de um espelho, irá auxiliar-nos na aquisição de controle de processos psicofisiológicos que melhoram o funcionamento orgânico. A instrumentação não será mais necessária quando as habilidades de auto-regulação forem dominadas, tornando-se possíveis através do retorno de informações, do aumento da percepção corporal e da prática.

O treinamento da habilidade de relaxamento profundo também é essencial: promove a saúde e ajuda no tratamento e na prevenção de muitos distúrbios, como os transtornos de ansiedade.

Resultados: crianças e adultos que participam do treinamento de biofeedback e terapia cognitivo-compotamental conseguem uma redução significativa dos sintomas, enquanto experimentam uma sensação renovada de bem-estar. Por esse motivo, a utilização clínica de tal recurso tem demonstrado eficácia entre os adeptos da área da saúde, pois apresenta uma alternativa de medida objetiva altamente confiável em que a quantificação e a qualificação da mudança obtida no processo do tratamento ou da terapia são facilmente observáveis.

Referências: DONNER, Ivo Oscar. Biofeedback. IN: Rangé, Bernard (org) Psicoterapias Cognitivo-Comportamentais – Um diálogo com a psiquiatria

No responses yet

mar 10 2011

Hipismo, uma estratégia eficaz no controle do Estresse

Published by under Estresse,Hipismo

Historicamente o cavalo sempre esteve aliado ao homem como meio para suas conquistas e evolução da civilização. Simbolicamente, portanto, transmite a sensação de força, poder e liberdade. A prática eqüestre favorece, dentre os aspectos físicos, o aprimoramento de funções físico/motoras como equilíbrio, aumento da força e relaxamento muscular, aumento da capacidade respiratória. Dentre os aspectos psicológicos, favorece a melhora, por exemplo, do auto-conhecimento, da auto-estima, auto-confiança, auto-valorização, de habilidades sociais e de relaxamento e controle emocional.

Os benefícios advindos da utilização do cavalo como instrumento psicoterapêutico já são amplamente comprovados, como por exemplo, na equoterapia, que se utiliza de atividades eqüestres e técnicas de equitação para a reeducação e reabilitação motora e mental. Estas atividades constituem-se também em um excelente recurso para o controle do estresse, condição presente e característica da sociedade moderna.

Atualmente, muito se utiliza a palavra estresse, no entanto, pouco acesso se tem a informações necessárias para que, uma vez controlado, este possa ser benéfico ao ser humano.

Todos nós temos estresse ou, pelo menos, é importante mantê-lo em um nível saudável, já que o mesmo significa um desgaste geral do organismo quando algum estímulo – a fonte estressora – provoca uma reação ou necessidade de adaptação. Isto significa dizer que, certo nível de estresse é necessário para que possamos estar prontos para responder às demandas da vida e que mesmo acontecimentos positivos podem gerar estresse. Quando excessivo, no entanto, pode gerar sintomas como, tensão muscular, enxaqueca, sensação de cansaço sem causa aparente, hipertensão, insônia, dentre outros, e/ou favorecer o desencadeamento de problemas psicológicos como depressão, transtorno do pânico, dificuldades de atenção, memória, irritabilidade excessiva…

Desta forma, é fundamental que busquemos o conhecimento sobre como controlar o desgaste excessivo, aonde, além de uma alimentação equilibrada, formas de relaxamento e procurar alterar um padrão de interpretação dos acontecimentos para suavizar o impacto destes, ressalta-se aqui também a prática de atividades físicas, pois favorece a produção de substâncias neuroquímicas responsáveis pela sensação de bem estar,

Tem-se como opção especial a prática do hipismo, que se utiliza da integração do homem com o cavalo para a superação de obstáculos. Este, além de excelente exercício aeróbico, proporciona a melhora dos sintomas físicos e psicológicos conseqüentes de um desequilíbrio do organismo, dos aspectos na área afetivo/emocional e contribui para o equilíbrio nas interações sociais.

Adequado às diferentes faixas etárias, adaptando-se a crianças e adultos, o hipismo é, portanto, uma excelente estratégia para o controle do estresse e para a manutenção da qualidade de vida que tanto almejamos.

Andréia Bolfer Nacarato

Mestre em Psicologia Comportamental e praticante de hipismo.

No responses yet